
Pertencer ao Grande Oriente do Brasil é carregar um sentimento que vai muito além de fazer parte de uma instituição maçônica. É saber que fazemos parte de uma história iniciada em 1822, que atravessou mais de dois séculos, participou de momentos importantes da construção do nosso País e continua sendo escrita todos os dias por milhares de Irmãos espalhados pelo Brasil.
Somos parte da maior Potência Maçônica das Américas e de uma das mais antigas do mundo. Mas a grandeza do GOB não está apenas em seus números, em sua estrutura ou em sua história. Está, principalmente, nos homens que o constroem diariamente.
Homens de diferentes profissões, origens, crenças e pensamentos, mas unidos por valores que nos aproximam: a fraternidade, a liberdade, o respeito, a justiça, a família, o amor à Pátria e o compromisso de trabalhar por uma sociedade melhor.
Quando olhamos para a história do Grande Oriente do Brasil, encontramos muito da própria história brasileira. Desde 1822, gerações de Maçons participaram ativamente da vida nacional, estiveram presentes em grandes transformações sociais e ajudaram a construir caminhos que marcaram nosso País.
Esse legado nos enche de orgulho, mas também aumenta nossa responsabilidade.
Pertencer ao GOB não é apenas herdar uma história. É assumir o compromisso de continuá-la.
Cada Irmão que segue para sua Loja, cada Maçom que retorna para sua família depois de uma Sessão, cada homem que ocupa seu espaço profissional ou social leva consigo uma parcela dessa responsabilidade.
Porque aquilo que aprendemos dentro de nossos Templos precisa encontrar sentido fora deles.
É na sociedade que nossos princípios se transformam em atitudes. É quando ajudamos quem precisa, defendemos aquilo que é justo, respeitamos as diferenças, cuidamos de nossas famílias, cumprimos nossos deveres como cidadãos e trabalhamos pelo desenvolvimento de nossas comunidades que demonstramos o verdadeiro significado de pertencer ao Grande Oriente do Brasil.
O GOB continua, assim, construindo pontes na sociedade.
Pontes entre diferentes pensamentos. Entre gerações. Entre tradição e futuro. Entre aqueles que podem ajudar e os menos favorecidos. Pontes construídas por homens justos e corretos que acreditam que é possível transformar a sociedade começando pela transformação de si mesmos.
E talvez seja justamente isso que torne tão forte nosso sentimento de pertencimento.
Quando entramos em uma Loja do Grande Oriente do Brasil, sabemos que não estamos apenas entrando em um Templo. Estamos encontrando Irmãos e nos tornando parte de uma corrente que atravessa gerações.
Muitos vieram antes de nós. Construíram Lojas, defenderam nossos princípios, enfrentaram dificuldades, trabalharam pela Ordem e deixaram um legado que hoje está em nossas mãos.
Outros virão depois.
Nós somos o elo entre essas gerações.
E uma história com mais de dois séculos também precisa de homens dispostos a guardá-la, preservá-la e conduzi-la adiante.
Por isso, registro meu reconhecimento e agradecimento ao nosso Soberano Grão-Mestre Geral, Irmão Ademir Cândido da Silva, e ao Sapientíssimo Grão-Mestre Geral Adjunto, Irmão Adalberto Aluízio Eyng, que hoje recebem a responsabilidade de conduzir o Grande Oriente do Brasil e preservar o legado que lhes foi confiado.
Estendo esse reconhecimento a todos os Grão-Mestres Gerais e Grão-Mestres Estaduais que passaram por nossas fileiras, homens que, em diferentes épocas e circunstâncias, assumiram a missão de serem guardiões desta história.
Mas essa história não seria possível sem aqueles que, na base de toda a nossa estrutura, mantêm viva a essência da Maçonaria, os Veneráveis Mestres de nossas Lojas.
É em cada Loja, em cada Oriente e em cada comunidade que o Grande Oriente do Brasil verdadeiramente acontece. E são os Veneráveis Mestres, ao lado de suas diretorias e de seus Obreiros, que assumem diariamente a responsabilidade de preservar nossas tradições, fortalecer a união entre os Irmãos, acolher novas gerações e transformar nossos princípios em ações que chegam à sociedade.
Dos Grão-Mestres aos Veneráveis Mestres, e destes a cada Irmão que compõe nossas Lojas, existe uma mesma responsabilidade: cuidar daquilo que recebemos e preparar aquilo que entregaremos aos que virão depois de nós.
Cada geração teve seus desafios. Cada liderança deixou sua contribuição. Cada Loja escreveu uma parte dessa caminhada. E é justamente essa união que permitiu ao Grande Oriente do Brasil chegar até aqui forte, respeitado e consciente de sua responsabilidade perante a Maçonaria e a sociedade brasileira.
Por isso, pertencer ao Grande Oriente do Brasil é olhar para 1822 e sentir orgulho daqueles que iniciaram essa caminhada. É olhar para o presente e reconhecer a responsabilidade que temos. E é olhar para o futuro sabendo que nossas atitudes de hoje ajudarão a definir o GOB que entregaremos às próximas gerações.
Somos herdeiros de uma grande história, mas não podemos viver apenas dela.
Precisamos continuar construindo.
Construindo homens melhores. Construindo fraternidade. Construindo oportunidades. Construindo pontes. Trabalhando pela Pátria e estendendo nossas mãos àqueles que mais necessitam.
Porque o Grande Oriente do Brasil não é apenas uma instituição da qual fazemos parte.
O Grande Oriente do Brasil é uma história à qual pertencemos.
E pertencer a essa história é motivo de orgulho, mas, acima de tudo, uma enorme responsabilidade.
Arlindo Batista Chapeta
Secretário Geral de Comunicação do Grande Oriente do Brasil
